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 Janeiro de 2005
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As Realidades Por Trás da
Recente Sondagem na Câmara da Rainha

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copyright (c) 2002 J.J. Hurtak, Ph.D., Ph.D.
Proibido a cópia ou reprodução em qualquer circunstância.

Um recente documentário apresentado pela TV FOX e pela National Geographic anunciaram que um pequeno robô sobre rodas poderia subir 65 metros pelo duto quadrado na parede sul da Câmara da Rainha da Grande Pirâmide, aderindo-se ao teto e ao piso. Ele poderia, então, atravessar a porta na extremidade do duto e observar a câmara secreta, ou pelo menos lançar uma nova luz sobre a sétima maravilha do mundo antigo para um número enorme de telespectadores.

Infelizmente, as descobertas científicas instigantes que poderiam ter desafiado a cronologia histórica da ciência ocidental não se confirmaram na recente tentativa desta exploração da Pirâmide de Quéops (Khufu). No entanto, o veículo robótico que escalou o duto, chamado de Andarilho da Pirâmide (2.0), foi um feito e tanto na medida em que escalou um duto extenso com apenas 20 cm de largura numa câmara quase polida, e transportando cinco câmeras no seu chassi alongado. Construído por uma firma de engenharia de Boston, EUA, o Andarilho da Pirâmide (de 14 cm x 30 cm) foi projetado para pressionar a porta na extremidade do duto, numa tentativa de deslocá-la. Também tentaria manipular as duas alças de cobre presas como adornos à porta.

O duto quadrado começa com uma "armadilha", ou seja, com uma depressão inicial e parece terminar a 16,5 metros da superfície externa da pirâmide, na porta em miniatura. A porta propriamente dita tem apenas 8 cm de espessura e sela o fim do estreito duto. O Andarilho da Pirâmide, equipado com uma furadeira especial, cortou um pequeno buraco na porta fechada, mas nada encontrou do outro lado, exceto o que parecia ser uma outra porta ou parede a poucos centímetros de distância. Nada havia a ser descoberto: nenhum objeto, nenhuma estátua, nenhum papiro. Onde muitos entusiastas esperavam encontrar uma câmara secreta com papiros ou textos gravados, sequer foi encontrada uma "câmara vazia" ou a continuação do duto.

É verdade que fontes árabes dos séculos IX e X d.C. relataram impressionantes detalhes de dobradiças internas e objetos metálicos em salas e câmaras ligadas às Grandes Pirâmides. Eles descreveram metais que, embora muito antigos, não mostravam qualquer sinal de oxidação ao longo dos séculos. Estes relatos vêm desde 820 d.C., do príncipe árabe Abdullah El Mamun. Mamun abriu caminho por um dos lados da Grande Pirâmide, que tem sido a entrada principal dos turistas até os dias de hoje. Ele relatou que certa câmara continha objetos de vidro maleáveis; outra, objetos de metal que não enferrujavam; uma terceira, formas de vida que não eram vivas nem mortas, sugerindo aos estudantes dos textos árabes (talmudi), objetos de origem semidivina que eu chamaria de "artefatos futuros".

Mil anos depois, a mais avançada tecnologia ainda tenta desvendar estas câmaras ocultas. No início dos anos 70, o Prêmio Nobel, Luís Alvarez, iniciou uma pesquisa utilizando "múons de raios cósmicos" dentro da pirâmide de Quéfren, a pirâmide central das três. Em meados da década de 70, Lambert Dolphin, do Instituto de Pesquisa de Stanford (SRI), fez testes dentro da Grande Pirâmide e em torno da Esfinge valendo-se de sondagem sísmica de alta freqüência. Em 1977, a nossa equipe de arqueólogos de sensoriamento remoto da Academia tentou uma abordagem diferente. Em vez de procurar câmaras ocultas, nós nos voltamos para os dutos estelares em busca de informação. A nossa investigação no Egito, com o que havia de mais avançado, foi a primeira a utilizar lasers gasosos na "fachada" externa da Grande Pirâmide para penetrar os dutos da Grande Pirâmide bem como mirar certas regiões estelares que pelos cálculos já estiveram alinhadas com o Cinturão de Órion. A perfeição destes dutos estelares mostrava uma inteireza apesar da aparência rústica da cantaria do lado de fora devido ao roubo do revestimento exterior de calcário.

Pode-se discutir as razões para existirem estes dutos na Grande Pirâmide. A teoria inicial era de que eles permitiriam a passagem de correntes de ar para se trabalhar debaixo de milhares de toneladas de pedra. Uma teoria diferente defende que os dutos ampliavam a entoação ritual de sons musicais: os sons que passassem pela boca do duto produziriam o que os cientistas chamam de "efeito de Helmholz" (em homenagem ao físico alemão Herman Helmholz), cuja freqüência acústica natural ampliada coincide com uma freqüência de excitação.

Outra teoria popular afirma que estes dutos são simplesmente um meta-símbolo para a "tranqüila" ascensão da alma na transcendência das barreiras terrenas. De acordo com muitos egiptólogos, o duto representa uma notação simbólica para a ascensão do faraó falecido, ou de algum dignitário egípcio, ao "Duat" (o submundo), onde a alma depois seguiria Osíris a áreas importantes nos céus chamadas de Ihm'sk, o local dos deuses estelares imperecíveis. Se fosse assim, não importaria se os dutos estivessem bloqueados ou não, na medida em que a sua função primeira seria simbólica.

Outra possibilidade é de que estes dutos misteriosos estejam voltados para constelações especiais, seja para a ascensão da alma para uma constelação particular, seja por algum simbolismo superior: mostrando a época do plantio, ou melhor ainda, o local onde vivem os deuses. Por exemplo, se o duto estelar sul na Câmara da Rainha se estendesse para além da Pirâmide durante as primeiras dinastias egípcias, apontaria diretamente para a estrela Sirius na constelação de Cão Maior, a 8,6 anos-luz de distância. Portanto, seja na Câmara do Rei, seja na da Rainha, estes dutos estelares podem ser vistos como pequenos apontadores a laser, que cruzam em linha reta a imensa cantaria da Pirâmide e focalizam-se em áreas estelares distantes que fazem parte de um universo emergente e renovador!

Se investigarmos esta última teoria mais de perto, descobrimos que o duto na Câmara do Rei, bem acima do duto sul na Câmara da Rainha, estendendo-se para fora da Pirâmide, na suposta época da construção da Pirâmide, estaria alinhado com a constelação de Órion. Isto nos lembra o antigo hieróglifo Netat e o sentido da ressurreição de Osíris associada a Órion à medida que o corpo humano e o divino se juntam após a passagem pelo submundo da morte. No lado oposto desse duto, na parede norte da Câmara do Rei, há um outro duto que aponta para uma região polar associada à constelação do Dragão. Este padrão de alinhamento particularmente dual foi criado para mostrar ambas as espirais positivas e negativas para a liberação energética da alma: sendo Órion a região onde se encontra a programação positiva e o Dragão, o antiuniverso devorador.

Há controvérsias em torno desta teoria na medida em que o alinhamento com Órion não é fixo. Ou seja, o preciso alinhamento do duto sul da Câmara do Rei com Órion e do da Câmara da Rainha, ao sul, com Sirius aconteceu num período bem anterior que o do período egípcio clássico ou a Quarta Dinastia (2575-2465 a.C.), a suposta época de construção da pirâmide. No entanto, se a Pirâmide for bem mais antiga, isto poderia explicar por que o conhecimento dos construtores se perdeu. Isto também sugeriria que deve ter havido uma antiga era egípcia com base astrofísica, que de algum modo adquiriu uma sabedoria superior que também foi aplicada no imenso circuito de pavimentos e câmaras inseridos nas pirâmides e em outras estruturas subterrâneas abaixo de Gizé. O livro Timeus de Platão sugere que teria havido antes da sua época (428 a 347 a.C.) uma cultura e uma Sabedoria que se perderam para a humanidade.

Num pequeno estudo que este autor escreveu em 1973, as simulações da relação do duto sul com Orionis nos mapas estelares do passado sugerem ou que o período dinástico iniciou-se numa data bem anterior a que se registra, ou que a pirâmide corresponda a um período pré-dinástico, quando houve o alinhamento dos dutos estelares com as constelações. Os cálculos dos alinhamentos estelares revelam que há mais de 47 séculos a ciência era extremamente avançada no planeta, a ponto de os construtores poderem transformar as dramáticas idéias de vida e evolução baseadas em equações matemáticas astronômicas, e incorporá-las em pedra para descrever como a evolução natural se estendia pelo cosmo maior. Isto indicaria que a Grande Pirâmide foi construída para ser um tipo de calculadora em pedra da precessão das estrelas associadas ao equinócio, sendo, portanto, o maior computador astrofísico no planeta, construído no mundo antigo para mostrar uma relação com múltiplos campos estelares.

Um dos primeiros documentos a especificar este alinhamento foi O Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch, publicado em 1973 [1], e posteriormente, a sua teoria se tornou mais amplamente aceita.

Mesmo que admitidos, estes fatos significativos da orientação dos dutos estelares não podem por si só provar a presença de inteligência superior no projeto da Grande Pirâmide – mesmo observando-se que o seu projeto e execução são tão precisos a ponto de o piso de pedra estar absolutamente na horizontal. Além disso, as três pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos foram construídas numa relação que se assemelha muito ao posicionamento das três estrelas no Cinturão de Órion, Mintaka, Alnitak e Alnilam, a mais de 1.300 anos-luz de distância da terra.

Segundo a Chave 105 no Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch [2]

A Chave de Nossas Zonas Temporais Astrofísicas É O Alinhamento "Três e Um" de Forças Consciências na Grande Pirâmide Com As Energias "Doze e Um" de Pirâmides de Distorção Temporal Centradas e Controladas pelas Energias do Trono "Múltiplas e Unas" de Orionis e das Plêiades.

E na Chave 108:11 no Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch [2] lemos:

Durante ciclos geomagnéticos anteriores, o duto estelar norte da Grande Pirâmide apontava originalmente para a estrela circumpolar de alfa do Dragão e o duto estelar sul apontava para as constelações de Órion e de Touro.

A indicação de alinhamento com Órion, o Caçador com a Espada, associado às Plêiades (em Touro), remete-nos não apenas à Grande Pirâmide mas a outras áreas especiais de desenvolvimento evolutivo ao redor do mundo. Muitas destas áreas carecem agora do conhecimento que antes possuíam. O antigo texto copta de Asclépio, incluído nos textos de Nag Hammadi, nos informa sobre esta época em que "Egito estará de luto; será abandonado pelos deuses... já não estará cheio de templos, mas repleto de tumbas. Nem estará cheio de deuses, mas repleto de cadáveres" [3].

E quanto aos dutos na Câmara da Rainha, que não parecem alcançar o exterior da Pirâmide? De acordo com o egiptólogo Sir Flinders Petrie, a orientação do duto norte é de 37 graus e 28 minutos [4], que, se estendida ao exterior da Pirâmide, aponta para a Ursa Menor (atualmente associada ao movimento circumpolar).

Em 1993, Rudolf Gatenbrink fez com que os primeiros robôs (Upuaut 1 e Upuaut 2 - "Upuaut" significando "abridor") subissem o pequeno duto sul na Câmara da Rainha para encontrar a saída. As suas medições do ângulo do duto, de aproximadamente 39 graus, indicam que no passado, na época das dinastias, houve um alinhamento com a estrela Sirius por ocasião do Ano Novo. Sirius, na constelação de Cão Maior e associada pelos antigos gregos como o companheiro de Órion, era o símbolo de Ísis nos desenhos egípcios, a mãe e esposa celestial de Osíris.

Desde que o trabalho de Gatenbrink foi barrado em 1993 pela porta no final do duto estelar, milhões de pessoas aguardavam a abertura desta porta. A tentativa do Dr. Zahi Hawass, junto com a National Geographic Society Americana (16/17 de setembro de 2002) revelou apenas uma outra porta selada aproximadamente 17 cm atrás da primeira. Eu quero aqui enfatizar que a transposição de uma "porta selada" por uma sonda robótica é apenas o estágio inicial da progressiva exploração das antigas câmaras egípcias, e NÃO É, de modo algum, o fim das importantes descobertas no platô. De fato, uma sondagem semelhante feita pelo Pyramid Rover 2.0 no duto norte da Câmara da Rainha mudou os diagramas da pirâmide para sempre. O que antes se considerava um pequeno duto bloqueado pela Grande Galeria se revelou um duto em curva que sobe uma extensão idêntica de 65 metros até uma porta semelhante no lado norte, com duas alças de metal.

(Ver: <http//news.nationalgeographic.com/news/2002/09/0923_020923_egypt.html>)

O fato de os dois dutos na Câmara da Rainha terem o mesmo comprimento e o mesmo tipo de porta com duas alças em pontos tão distantes dentro deste complexo de pedra mostra a imensa significância que os proto-egípcios davam, em termos matemáticos e astrofísicos, às forças designadoras da criação. Estes dois dutos bloqueados podem ser uma referência a futuras descobertas, até maiores, associadas a uma câmara central que está faltando, e que pode explicar por que também falta uma pedra de topo.

Além disso, as sondagens feitas pelos exploradores japoneses em 1986 localizaram uma cavidade perto do corredor da Câmara da Rainha a uma profundidade de 1,5 metro no sentido horizontal a partir da Câmara da Rainha, e outra cavidade por trás da parede norte da Câmara da Rainha a uma profundidade de 3-4 metros. Até hoje permanecem inexploradas.

Entre as novas descobertas que prevemos estão importantes câmaras subterrâneas que existem perto da Grande Pirâmide, bem como câmaras ligadas à tumba de Osíris. Estas foram detectadas com GPR (radar de penetração de solo) pela nossa equipe de sensoriamento remoto em 1997 [5], dois anos antes da descoberta da tumba de Osíris anunciada publicamente por Zahi Hawass, que admitiu num especial para a rede de TV FOX americana, em 1999, que "dois anos antes um grupo estava explorando" o famoso sítio. A descoberta de uma rede em múltiplos níveis de tumbas e estruturas cercadas de canais de água sugere a verdadeira malha de assentamento da famosa pedra "benben" do experimento evolutivo da vida, em torno da qual se concentram os mitos egípcios da criação.

O possível labirinto de uma estrutura urbana subterrânea precisa ser determinado por uma tecnologia de sensoriamento remoto seguida de escavações e filmagens. Outra descoberta deve ser a de uma Esfinge feminina na área de Gizé. Esta importante investigação das imensas câmaras subterrâneas precisa avançar. A exploração subterrânea do Egito desde a área de Abu Sir até a de Ain Shams pode revelar o local de templos e bibliotecas ocultos e evidenciar uma cidade subterrânea ligada à "lendária" Academia de On. A descoberta dos arquivos históricos citados tanto pelos filósofos gregos quanto pelos egípcios, de tamanho e alcance assombrosos, aceleraria a revelação final e mostraria os segredos de "Era de Ouro", talvez revelando como os seres semidivinos mantinham uma relação estreita com o homem.

Portanto, o que se deve enfatizar não é o vazio da câmara por trás da porta, mas a "plenitude" dos pesos e medidas matemáticos que ligam uma abertura (olho) astrofísica magnífica entre os universos, como modelo de filtragem da evolução através de milhões e milhões de estrelas acima, com uma série de passagens subterrâneas e fossos de barcos solares que se estendem por toda a região de Gizé.

Notas:

[1] J.J. Hurtak, O Livro do Conhecimento: As Chaves de Enoch. Corumbataí: A Academia para Ciência Futura, 1973.

[2] Ibid., Chave 105 e Chave 108.

[3] Asclépio 21-29 (VI, 8).

[4] Sir Flinders Petrie, Pyramids and Temples of Giza, capítulo 7, parte 42, Londres: 1888.

[5] Veja no nosso site <www.initiation.cc> as fotos originais. ´
 

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